Museu de Esculturas Felícia Leirner
Localizado em um lugar privilegiado pela paisagem, clima frio e ar puro, o Museu de Esculturas Felícia Leirner, em Campos do Jordão (SP), foi criado em 1978 e reúne 84 esculturas confeccionadas em bronze ou cimento branco, que traçam um panorama da obra da artista e revelam sua paixão pela natureza, retratada em cinco fases.
Em meio a bosques, alamedas e jardins, que somam cerca de 35 mil m², Felícia Leirner é o único museu de esculturas ao ar livre do país e foi considerado o mais importante do mundo pela Revista Sculpture, do International Sculpture Center de Washington, em 1987. Foi a partir do trabalho de Felícia Leirner, considerada uma das artistas mais importantes do país, que a escultura brasileira contemporânea começou a ganhar traços internacionais.
Restauro das Obras
Em 2009, a Secretaria de Estado da Cultura, por meio da ACAM Portinari, deu início ao projeto de restauro das obras do Museu de Esculturas Felícia Leirner, em Campos do Jordão. As 84 obras, sendo 44 em bronze e 40 de cimento branco, foram revitalizadas pelo renomado restaurador Júlio Moraes.
A primeira etapa, em 2009, contemplou as peças feitas em cimento, que passaram por uma restauração estrutural, desde a manutenção do concreto armado até a pintura com cal branca. No ano seguinte, as obras em bronze tiveram suas bases de tijolo trocadas por cimento aparente e foram polidas para recuperar o brilho.
As obras existentes no museu foram doadas ao Governo do Estado de São Paulo pela artista, em 1978. Como o acervo, espalhado pelos jardins do auditório Cláudio Santoro, fica a céu aberto, conta também com um projeto de conservação permanente, para evitar que as peças se desgastem excessivamente com a ação do tempo e intempéries.
Além da manutenção das obras, a partir de 2010 o museu também passou a contar com um moderno projeto de identificação visual, com a implantação de um totem sinalizando o início do seu perímetro e textos informativos sobre Felícia Leirner, a criação da instituição e a descrição do trabalho realizado pela artista para o espaço.
Cada escultura recebeu uma placa de acrílico transparente, informando o título da obra, ano em que foi feita e o material utilizado, além da cor – rosa, azul, verde, vermelho e amarelo – que indica a qual fase pertence.
A Artista
Felícia Leirner nasceu em Varsóvia, Polônia, em 1904. Veio para o Brasil, país que adotou como pátria, em 1927. Entre suas conquistas como escultora estão o prêmio de Aquisição do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1955, e o prêmio de Melhor Escultor Brasileiro, durante a Bienal de São Paulo de 1963. Em 1957, suas esculturas foram incorporadas aos acervos do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e do Museu de Arte Moderna de Paris (Centro Georges Pompidou). Outras coleções internacionais também acolheram suas obras, como o Hermitage na Rússia, o Royale de Belgique, o Ein-Hod em Israel e a Moderna Galeria de Belgrado.
Abalada pela morte de seu companheiro Isai Leirner, em 1962, trocou a cidade de São Paulo por Campos do Jordão, para viver de forma simples e despojada junto à natureza. A partir de 1978, quando o Museu Felícia Leirner foi inaugurado, passou a dedicar seus últimos anos de vida a ampliar a coleção que pode ser vista atualmente pelos visitantes.
Em 1982, concluiu sua produção para o museu. Em casa, continuou a distrair-se com bordado, desenho, escrita e fazendo peças menores em barro, depois fundidas em bronze, a maioria em forma de pássaros. Faleceu em 1996, aos 92 anos, na casa de São Paulo.
Para mais informações visite o SITE OFICIAL do Museu de Esculturas Felícia Leirner.



