Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre
O Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre, fundado em 1966, reúne uma das mais importantes coleções etnográficas do país com cerca de 38 mil peças que representam diferentes comunidades indígenas brasileiras, dos caiapós aos ianomâmis – incluindo os kaingangs e krenacs, povo que ainda hoje habita a região de Tupã no Estado de São Paulo.
Reforma do museu
De projeto arquitetônico moderno, em concreto armado, o imóvel foi construído em 1980 pelo fundador da cidade, Luiz de Souza Leão, para abrigar o primeiro museu de Tupã. Após passar por reformas, reabriu em 2010 com exposição permanente revitalizada e mudanças na área interna e externa do edifício.
Os conceitos centrais da nova exposição são a interculturalidade, diversidade e diferença. A primeira parte da mostra apresenta a história da cidade em um diálogo com o contemporâneo, o histórico e a constituição do município. No segundo e terceiro módulo, a aldeia Vanuíre e as etnias Kaingang e Krenak, com sua cultura e resistência, são mostradas para os visitantes, seguidos pelos índios no Brasil - ao todo, o museu reúne informações e objetos de aproximadamente 47 tribos indígenas distintas. Nos dois últimos módulos, a arte plumária, tecidos e cestarias indígenas estão dispostos em vitrines, com textos explicativos e recursos multimídias.
O Museu Índia Vanuíre é uma das instituições museológicas do interior administradas pela Organização Social Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), com sede em Brodowski, em convênio com o Governo do Estado.
A Patronesse
A Patronesse
Considerada a grande pacificadora dos conflitos entre brancos e índios kaingangs do oeste paulista, a índia kaingang Vanuíre, segundo estudiosos, teria vindo do Paraná, mas por falta de documentos históricos não se pode afirmar com exatidão onde e quando ela nasceu.
Conta a lenda que, cansada de ver a dizimação de seu povo, Vanuíre costumava subir em um tronco de jequitibá de dez metros de altura, onde permanecia do nascer do dia ao cair da tarde, entoando canções em favor da paz. Em 19 de março de 1912, Vanuíre vivenciou o resultado de seus esforços em prol da pacificação. Dez guerrilheiros kaingangs se apresentaram no acampamento branco em sinal de paz. A índia, não contendo a emoção, marchou ao encontro deles e disse que seriam recebidos como irmãos. Vanuíre faleceu em 1918 na aldeia kaingang de Icatu, na cidade de Braúna, região de Tupã, onde teria passado seus últimos dias.
Para mais informações visite o SITE OFICIAL do Museu Índia Vanuíre.



