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São Paulo ganha Museu das Culturas Indígenas, com foco nas expressões artísticas e culturais dos povos originários

Publicado em: 30 Jun 2022
Museu das Culturas Indígenas

Visitação ao público é gratuita e já está liberada a partir desta quinta-feira (30/06)

Prédio do Museu das Culturas Indígenas, na Água Branca. Crédito: Maurício Burim

São Paulo, 30 de junho de 2022 – A capital paulista passa a contar, a partir desta quinta-feira (30/06), com uma instituição totalmente dedicada à valorização e difusão do patrimônio cultural indígena. O Museu das Culturas Indígenas (MCI) está aberto ao público, com entrada gratuita até o final de julho – é necessário agendar data e horário da visita pelo site.

O Museu é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerido pela Organização Social de Cultura ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá, associação que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio cultural indígena. A inauguração oficial foi realizada em cerimônia nesta quarta-feira (29/06), com presença de lideranças indígenas, do Governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, do Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, entre outras autoridades.

A curadoria dos artistas e obras fica a cargo de Tamikuã Txihi, Denilson Baniwa e Sandra Benites, que escolheram, como exposições temporárias inaugurais, “Invasão Colonial Yvy Opata  – A terra vai acabar”, de Xadalu Tupã Jekupé e “Ygapó: Terra Firme”, de Denilson Baniwa, ambos representantes da arte indígena contemporânea, que provocam o visitante a repensar a imagem que muitos têm sobre os povos originários do país.

Conheça a programação inicial do Museu das Culturas Indígenas

A exposição “Invasão Colonial Yvy Opata – A terra vai acabar”, do artista Xadalu Tupã Jekupé, traz, com sua estética na arte urbana contemporânea, a demarcação dos deslocamentos territoriais com múltiplas linguagens e o território identitário indígena ameaçado pela sociedade ocidental. Sua obra denuncia como os territórios originários em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, estão sendo engolidos pelo cimento da cidade, que devora terras e vidas. Cercas de arame revelam não apenas a violência da invasão, mas o estado de segregação étnica em que vive o Povo Guarani, e a asfixia do espaço, cada vez menor, das terras indígenas. A emergência e necessidade de visibilidade da diáspora Guarani é uma denúncia da população indígena, expulsa pela expansão da especulação imobiliária e invisibilizada no contexto urbano.

Invasão Colonial Yvy Opata – A terra vai acabar, de Xadalu Tupã Jekupé. Crédito: Maurício Burim

Xadalu Tupã Jekupé é um artista mestiço que usa elementos da serigrafia, pintura, fotografia e objetos para abordar, em forma de arte urbana, o tensionamento entre a cultura indígena e ocidental nas cidades, misturando a arte tradicional e a contemporânea. Reconhecido com diferentes premiações ao longo de sua carreira, em 2020, sua obra “Atenção Área Indígena” foi transformada em bandeira e hasteada na cúpula do Museu de Arte do Rio e, meses depois, venceu o Prêmio Aliança Francesa com a obra “Invasão Colonial: Meu Corpo Nosso Território”, que levou a uma residência artística na França em 2021.

“Ygapó: Terra Firme”, do artista e curador Denilson Baniwa, é um convite para adentrarmos a floresta Amazônica por meio de experiências sensoriais. Ela traz produções contemporâneas, tradicionais, sonoras e visuais de músicos indígenas. Yagapó é a metáfora da resistência indígena que, mesmo em constante ameaça externa, vem pela coletividade e compartilhamento de saberes tornar possível o vislumbre de uma futura existência. A dança, o canto, o fazer com as mãos e a conexão com as florestas são caminhos para a continuidade da cultura e da vida: mesmo que árvores caiam, sua matéria orgânica torna viável o nascimento de outras ainda mais fortes.

Ygapó: Terra Firme, de Denilson Baniwa. Crédito: Maurício Burim

Denilson Baniwa é um artista indígena; é indígena e é artista, e seu ser indígena o leva a inventar um outro jeito de fazer arte, em que processos de imaginar e fazer são por força intervenções em uma dinâmica histórica (a história da colonização dos territórios indígenas que hoje conhecemos como Brasil) e interpelações àqueles que o encontram a abraçar suas responsabilidades. Suas obras utilizam performance, pintura, projeções a laser, imagens digitais, sempre explorando diferentes linguagens visuais. Conhecido como artista antropófago, em 2019 venceu o prêmio PIPA Online, uma das principais premiações de arte contemporânea no Brasil.

SERVIÇO:

Museu das Culturas Indígenas
Endereço: R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h (quinta-feira até às 20h)
Entrada: https://bileto.sympla.com.br/event/74784
Contato: contato@museudasculturasindigenas.org.br
Site: www.museudasculturasindigenas.org.br

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