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Revitalizações

Os museus

Fachada do Museu Casa de Portinari

Museu Casa de Portinari – Brodowski (SP)

Após passar por minucioso e completo restauro iniciado em 2012, o Museu Casa de Portinari foi reaberto em maio de 2014. A obra contemplou o reforço estrutural do imóvel construído no início do século 19 com técnicas simples, as pinturas murais foram totalmente restauradas e passaram por um processo para estabilizar sua fixação às paredes da casa e foi implantado um projeto expositivo inteiramente novo, que ressalta a relação de Portinari com sua terra natal.

No projeto, há a utilização de recursos eletrônicos, como uma projeção da evolução da casa em função de sucessivas ampliações promovidas pelo próprio Portinari; a apresentação de imagens inéditas obtidas nos Estados Unidos, feitas pelo fotógrafo americano Hart Preston, e a demonstração, passo a passo, da realização de um afresco, técnica usada nas obras pintadas sobre as paredes da casa, entre outros materiais.

A ação de restauro também revelou um afresco inédito próximo à porta de entrada da casa: uma mulher de cabelos escuros, segurando no colo um bebê de olhos azuis. Em dezembro de 2014, foi atestada – por uma comissão de pesquisadores – a autoria da obra por Candido Portinari, com a ajuda de um assistente desconhecido.

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Fachada do Museu Monteiro Lobato

Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato – Taubaté (SP)

O teatro do Museu Monteiro Lobato, com capacidade para 130 pessoas sentadas, passou por reforma e foi reaberto em 2010. Entre as benfeitorias, o espaço recebeu modificações no palco, telhado, iluminação e parte elétrica.

Entre janeiro e março de 2011, outra área do museu também mereceu cuidados. Foi desenvolvido um projeto de recuperação e conservação para o parque arbóreo, com o intuito de caracterizar a vegetação existente para melhor conhecimento das espécies, visando ações de conservação e, ainda, contemplando a criação de um pequeno herbário.

No local, uma jaqueira centenária com aproximadamente 29 metros de altura, localizada ao lado sul próximo da área frontal da casa-sede do sítio, também passou por processo de manutenção. Com o passar dos anos, a árvore adquiriu lesões provocadas por esforços de tensão e compressão resultantes do balanço da sua copa durante ventos fortes. A contenção providenciou estrutura de sustentação para evitar que árvore rachasse inteiramente. O parque, que já recebeu várias intervenções, sendo modelado ao longo do tempo, também é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico.

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Interior do Auditório Claudio Santoro

Auditório Claudio Santoro – Campos do Jordão (SP)

O Auditório também é alvo de constantes cuidados, os assentos das cadeiras foram trocados, o fosso do palco está pronto para ser utilizado nos espetáculos, um gerador de grande capacidade foi adquirido, os vidros sobre o palco foram substituídos por um modelo mais adequado e que atende as normas de segurança, assim como toda a ferragem de sustentação. Foi implantada uma sala de acolhimento totalmente preparada para receber o visitante, além de adquiridas mobílias específicas para todos os espaços das instituições, como bebedouros, bancos, mesas de piquenique, sofás, lixeiras, entre outros. Em relação ao projeto de comunicação, o visitante conhecerá dados importantes e curiosos sobre o maestro e multi-instrumentista Claudio Santoro.

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Esculturas do museu Felícia Leirner

Museu Felícia Leirner – Campos do Jordão (SP)

Em 2009, foi iniciado o projeto de restauro das obras do Museu Felícia Leirner, ao todo foram revitalizadas 44 esculturas em bronze e 40 em cimento branco. A primeira etapa do processo, conduzido pelo restaurador Júlio Moraes, contemplou as peças feitas em cimento, que passaram por uma restauração estrutural, desde a manutenção do concreto armado até a pintura com cal branca. Na segunda e última etapa, realizada em 2010, as obras em bronze tiveram suas bases de tijolo trocadas por cimento aparente e foram polidas para recuperar o brilho. A partir de então, todo o acervo passou a contar com um projeto de conservação permanente para evitar que as peças se desgastem excessivamente com a ação do tempo. Em 2013 foi adquirida uma nova peça de Felícia Leirner. Esculpida em granito, sua chegada foi essencial para a complementação do acervo, pois revela e agrega informações relevantes do convívio da artista com o escultor Victor Brecheret.

Ao longo do trabalho da ACAM Portinari na instituição, o projeto de comunicação sofreu constantes melhorias. As placas de identificação das obras e totens são leves, resistentes e discretos, e foram projetados para estarem em harmonia com a paisagem. Oferecem melhor visibilidade e dão maior autonomia ao público, que, ao passear pelas alamedas das instituições, tem acesso à informações sobre a vida e a obra de Felícia Leirner e aspectos relacionados ao meio ambiente, já que em algum momento o público é convidado a escutar e a contemplar a natureza local.

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Fachada do museu Bernardino de Campos

Museu Histórico e Pedagógico Bernardino de Campos – Amparo (SP)

Em Amparo, no Museu Bernardino de Campos o projeto prevê o restauro completo do prédio, instalação de reserva técnica – para abrigar as peças não expostas – adequada à necessidade do acervo, além da construção de novos sanitários, rampas e plataforma elevatória para acessibilidade de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Com as obras, o prédio ganhará medidas sustentáveis, como lâmpadas econômicas e temporizadores.

A reforma inclui a construção de dois anexos, um café na área externa do pavimento inferior, para atender o público em geral, e um auditório a poucos metros do prédio principal. O novo projeto também contempla a realização de uma nova exposição de longa duração, partindo da riqueza do acervo do museu, que representa costumes de diferentes épocas.

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Fachada do Museu Índia Vanuíre

Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre – Tupã (SP)

Em 2010, o Museu Índia Vanuíre, em Tupã, foi reaberto com exposição permanente revitalizada e reformas na parte interna e externa do edifício. O espaço cultural recebeu nova pintura, pisos e forros, rampas e corrimão para facilitar o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de contar agora com uma reserva técnica.

Os conceitos centrais da nova montagem são a interculturalidade, diversidade e diferença. A primeira parte da mostra apresenta a história da cidade em um diálogo com o contemporâneo, o histórico e a constituição do município. No segundo e terceiro módulo a aldeia Vanuíre e as etnias Kaingang e Krenak, com sua cultura e resistência, são mostradas para os visitantes, seguidos pelos índios no Brasil – ao todo o museu reúne informações e objetos de aproximadamente 47 tribos indígenas distintas. Nas duas últimas partes, a arte plumária, tecida e cesteira indígena estão dispostas em vitrines, textos e em recursos multimídias.

Durante a reforma foram implantadas também algumas medidas sustentáveis – como lixeiras seletivas, iluminação com baixo consumo de energia e sistema hidráulico que economiza água, o projeto prevê ainda melhor conforto térmico aos visitantes -, além de soluções arquitetônicas para controle da iluminação natural, climatização e projeto paisagístico com equipamentos para contemplação e descanso, que tornam o museu um espaço acolhedor para a comunidade.

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Fachada do Museu Conselheiro Rodrigues Alves

Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves – Guaratinguetá (SP)

O Museu Conselheiro Rodrigues Alves, em Guaratinguetá, foi reaberto ao público em 2010. Localizado em um casarão do século 19, desde 1982, o equipamento conta agora com uma nova exposição permanente, salas para exposições temporárias, reserva técnica e auditório.

O acervo, com cerca de 1.600 itens, entre papéis, documentos, livros e encadernações, medalhas comemorativas, miniaturas, fotografias e objetos de uso de casa, a maior parte relacionado à Rodrigues Alves, presidente do Brasil de 1902 a 1906, foi redistribuído de acordo com a nova proposta expográfica com foco principalmente na cidade de Guaratinguetá. O restauro também previu solucionar problemas do edifício histórico e qualificar o espaço com soluções arquitetônicas e museológicas já utilizadas em grandes centros culturais, como ecossustentabilidade e acessibilidade, privilegiando também a sociedade que o prestigia, tornando-o centro de referência na área museológica.

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Fachada do Museu Paulo Setúbal

Museu Paulo Setúbal – Tatuí (SP)

Museu Paulo Setúbal, em Tatuí, foi reaberto em 2010 com uma nova exposição permanente que contempla recortes da história da cidade paulista e a vida de seu patrono, o escritor e jornalista Paulo Setúbal (1893 a 1837). Após a reforma, o prédio de três andares datado de 1920 passou a ter auditório, reserva técnica e sala para exposições temporárias, além disso, os espaços foram readequados para receber pessoas com deficiências e medidas sustentáveis foram incorporadas à estrutura do edifício.

Na nova exposição, o subsolo é dedicado a contar as participações de tatuianos em conflitos armados e as curiosidades do acervo do museu. No térreo, a vida e obra de Paulo Setúbal podem ser apreciadas pelos visitantes. O pavimento superior mostra a formação da cidade, os movimentos populacionais, os primeiros habitantes, os colonizadores e os conflitos gerados por eles, e a presença dos tropeiros na região. O museu conta também com atividades em multimídia, como um jogo de computador em que o participante assume o papel de um tropeiro no século 19 e sai pelo Brasil vendendo seus produtos.

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Fachada do Museu Prudente de Moraes

Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes – Piracicaba (SP)

Em agosto de 2009, após período de obras, Piracicaba recebeu o novo Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes. Com a reforma, o museu conta agora com uma nova exposição permanente que ocupa os principais espaços do prédio em que viveu e trabalhou o primeiro presidente civil do Brasil, Prudente José de Moraes Barros (1841-1902), e aborda justamente a vida e a obra desse importante político brasileiro.

Além do reposicionamento da expografia, o imóvel recuperou também o aspecto da época em que serviu de residência para o presidente Prudente de Moraes e recebeu melhorias no sistema elétrico e hidráulico do edifício; segurança contra incêndios e vandalismo; e acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Entre outras conquistas, o museu passou a ter uma reserva técnica, projetada com base nas necessidades de sua própria coleção, um auditório e um café.

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