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Edição 184 | Ano 15 | Dezembro 2025

Imagem com o logotipo da ACAM Portinari centralizado na parte superior, sobre fundo claro. Abaixo, uma fotografia em destaque mostra duas mulheres sentadas lado a lado, observando a tela de um notebook. À esquerda, uma mulher de cabelos lisos e escuros usa um lenço estampado na cabeça e acessórios discretos, com expressão atenta. À direita, uma mulher de cabelos crespos usa um lenço colorido e veste uma blusa sem mangas, também concentrada na tela. O notebook ocupa o primeiro plano da imagem, sugerindo uma atividade de estudo em conjunto. Ao fundo, o ambiente é interno, com escadas e outras pessoas desfocadas, indicando um espaço coletivo. Elementos gráficos da identidade visual da ACAM Portinari aparecem nas laterais, com uma faixa amarela na base da imagem.

Confira os novos boletins disponíveis nos sites dos museus

O Museu Casa de Portinari apresenta em seu Boletim de Acervo a pesquisa “Por dentro da paleta de Portinari”, desenvolvida em parceria com o Instituto de Física da USP. As análises de pigmentos preservados revelam cores, materiais e escolhas do artista. Já o Boletim para Educadores destaca como Brodowski (SP) e suas paisagens, festas e ofícios se inscrevem nos quadros do pintor.

No Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, o Boletim de Acervo trata da relação da artista com materiais como granito, bronze e cimento branco armado e com a paisagem de Campos do Jordão (SP). No novo Boletim para Educadores, o destaque é a missão social do Núcleo Educativo e a mediação cultural como experiência que aproxima acervo, público e território.

O Museu Índia Vanuíre disponibiliza um Boletim de Acervo dedicado às ações realizadas nas Terras Indígenas Vanuíre, Icatu e Araribá, em diálogo com povos Kaingang, Guarani Nhandewa, Krenak e Terena. No Boletim para Educadores, reflexões sobre educação museal em perspectiva indígena evidenciam encontros que fortalecem práticas sensíveis às cosmologias originárias.


Já o Museu das Culturas Indígenas apresenta no Boletim de Acervo a Pesquisa Autônoma Pankararu, iniciativa de jovens do povo Pankararu em torno da língua materna e do fortalecimento de identidades no contexto urbano. No Boletim para Educadores, o destaque é o livro “Do Museu à Escola, Tecendo Diálogos: Brincadeiras Indígenas”, que oferece subsídios pedagógicos para professores.

Imagem com o logotipo do Museu Casa de Portinari centralizado na parte superior, sobre fundo claro. Abaixo, uma fotografia em destaque mostra uma pessoa sentada, vista por trás, utilizando um notebook apoiado sobre o colo. As mãos estão posicionadas sobre o teclado, indicando interação com o computador. Na tela do notebook, aparece a capa digital do conteúdo “Santa Cecília”, com a reprodução de uma escultura representando uma mulher deitada, acompanhada de texto informativo. O ambiente sugere um espaço interno, com piso de madeira ao fundo, desfocado. Elementos gráficos da identidade visual do Museu Casa de Portinari aparecem nas laterais da imagem, com uma faixa cinza na base.

Confira a nova exposição virtual do Museu Casa de Portinari

O Museu Casa de Portinari apresenta a nova exposição virtual “Santa Cecília: Laços de Portinari com Brodowski”, que revela a obra criada pelo artista e oferecida em doação à igreja de sua terra natal. A mostra reúne imagens, informações e curiosidades sobre a representação da santa, destacando a sensibilidade de Portinari ao abordar temas religiosos e as relações afetivas que mantinha com sua comunidade.

Ao explorar os detalhes da pintura, o público pode conhecer mais sobre a história de Santa Cecília, mártir romana cuja devoção atravessa séculos e inspirou artistas, músicos e fiéis ao redor do mundo. A exposição destaca como fé e arte se entrelaçam no imaginário de Portinari, aproximando o visitante das raízes culturais e espirituais que marcaram sua trajetória.

Disponível em formato digital, a iniciativa amplia o acesso à obra de Portinari e convida a uma experiência imersiva, em que memória, religiosidade e criação artística se tornam caminhos para compreender os laços do pintor com Brodowski.

Imagem com os logotipos do Auditório Claudio Santoro e do Museu Felícia Leirner centralizados na parte superior, sobre fundo claro. Abaixo, uma fotografia em preto e branco mostra uma pessoa em pé, vista do tronco até a cintura, segurando um notebook aberto à altura do corpo. A pessoa veste camiseta clara e usa fones de ouvido apoiados no pescoço. Na tela do notebook, aparece a página inicial do conteúdo digital “Felícia em Preto e Branco”, com uma fotografia do jardim do Museu Felícia Leirner, esculturas ao ar livre e caminhos entre árvores. Elementos gráficos da identidade visual das instituições aparecem nas laterais da imagem, com uma faixa verde na base.

As obras de Felícia Leirner pelas lentes de Marcio Scavone

O Museu e Auditório apresentam a nova exposição virtual “Felícia em Preto e Branco”, por Marcio Scavone, que revela o acervo sob o olhar sensível de um dos mais renomados fotógrafos brasileiros. A mostra reúne imagens inéditas registradas por Scavone no Museu, destacando o diálogo entre as obras de Felícia Leirner e a paisagem da Serra da Mantiqueira.

Com domínio de luz e sombra, o fotógrafo revela formas, texturas e gestos que aproximam o público da força expressiva das esculturas. As obras ganham novas camadas de leitura, em uma combinação de poesia visual e contemplação do ambiente que as envolve.

A exposição também apresenta a trajetória do fotógrafo, autor de retratos marcantes e reconhecido internacionalmente por sua contribuição à fotografia. Seu olhar sobre o acervo amplia a experiência do visitante e convida a perceber caminhos e detalhes que muitas vezes passam despercebidos.

Imagem com o logotipo do Museu Índia Vanuíre centralizado na parte superior, sobre fundo claro. Abaixo, uma fotografia em destaque mostra um notebook aberto sobre uma mesa de madeira, exibindo a tela de uma reunião virtual com múltiplos participantes organizados em pequenos quadros. Algumas pessoas aparecem com câmera ligada, enquanto outras são representadas por ícones com iniciais. Sobre a mesa, à esquerda do notebook, há uma xícara branca; à frente, um bloco de anotações em branco; e, à direita, um celular apoiado próximo ao computador. O fundo é neutro, sugerindo um ambiente de trabalho ou estudo. Elementos gráficos da identidade visual do Museu Índia Vanuíre aparecem nas laterais da imagem, com uma faixa vermelha na base.

Roda de conversa destaca a importância da participação indígena na COP30

Museu Índia Vanuíre promoveu uma roda de conversa virtual com representantes da Aldeia Tereguá, da Terra Indígena Araribá, que reuniu diferentes vozes para refletir sobre a participação indígena na COP30, ocorrida em novembro. O encontro destacou como a presença de povos originários em espaços de decisão global amplia a compreensão sobre sustentabilidade, territórios e formas de coexistência.

Os representantes indígenas e parceiros do Museu Lilian Eloy e Anderson Sebastião dos Santos compartilharam suas vivências na Conferência, reforçando a urgência de incluir saberes tradicionais na construção de políticas ambientais. Segundo Lilian e Anderson, a defesa do clima passa, necessariamente, pelo reconhecimento daqueles que há séculos preservam a relação entre comunidade e natureza.

A atividade contou com a participação das equipes do Museu Índia Vanuíre, além de professores e estudantes da Unesp dos campi de Tupã, Bauru e Dracena – uma iniciativa da instituição para fortalecer pontes entre educação, pesquisa e protagonismo indígena.

Imagem com o logotipo do Museu das Culturas Indígenas centralizado na parte superior, sobre fundo claro. Abaixo, duas fotografias compõem a imagem. Na parte superior, duas pessoas estão sentadas em um espaço interno. À esquerda, um homem usa fones de ouvido e observa a interlocutora. À direita, uma mulher indígena, com adorno floral na cabeça e vestimenta estampada, segura um microfone e fala ao público, sentada diante de um fundo com tecidos e grafismos coloridos. Na parte inferior, uma fotografia de grupo mostra dezenas de pessoas reunidas em um espaço amplo e iluminado, posando para a câmera após a atividade. Elementos gráficos da identidade visual do Museu das Culturas Indígenas aparecem nas laterais da imagem, com uma faixa vermelha na base.

Brasil e Países Baixos conectam saberes indígenas e acervos museológicos

Museu das Culturas Indígenas, em parceria com o Wereldmuseum e a Universidade de Wageningen, realizou o projeto “‘YBEROHOKY”, que promoveu encontros virtuais e presenciais entre lideranças indígenas, pesquisadores e instituições holandesas para debater as relações entre conhecimentos tradicionais, ciência e inovação na gestão sustentável da água.

O primeiro encontro, realizado em setembro deste ano, reuniu representantes do Wereldmuseum, da Embaixada e do Consulado dos Países Baixos, além de indígenas dos povos Guarani, Tembé e Karajá. Na ocasião, os participantes identificaram artefatos etnográficos do acervo do museu holandês e compartilharam saberes sobre a confecção, os usos e os significados dos objetos em contextos culturais.

Já em novembro, o MCI recebeu um fórum internacional para ampliar o diálogo entre cosmologias indígenas e práticas holandesas contemporâneas de convivência com a água — tema central na política ambiental de ambos os países diante da crise climática global. A programação incluiu rodas de conversa sobre acervos indígenas e sobre as convergências entre conhecimento ancestral e soluções inovadoras para a preservação dos recursos hídricos.