
O Museu Casa de Portinari apresenta em seu Boletim de Acervo a pesquisa “Por dentro da paleta de Portinari”, desenvolvida em parceria com o Instituto de Física da USP. As análises de pigmentos preservados revelam cores, materiais e escolhas do artista. Já o Boletim para Educadores destaca como Brodowski (SP) e suas paisagens, festas e ofícios se inscrevem nos quadros do pintor.
No Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, o Boletim de Acervo trata da relação da artista com materiais como granito, bronze e cimento branco armado e com a paisagem de Campos do Jordão (SP). No novo Boletim para Educadores, o destaque é a missão social do Núcleo Educativo e a mediação cultural como experiência que aproxima acervo, público e território.
O Museu Índia Vanuíre disponibiliza um Boletim de Acervo dedicado às ações realizadas nas Terras Indígenas Vanuíre, Icatu e Araribá, em diálogo com povos Kaingang, Guarani Nhandewa, Krenak e Terena. No Boletim para Educadores, reflexões sobre educação museal em perspectiva indígena evidenciam encontros que fortalecem práticas sensíveis às cosmologias originárias.
Já o Museu das Culturas Indígenas apresenta no Boletim de Acervo a Pesquisa Autônoma Pankararu, iniciativa de jovens do povo Pankararu em torno da língua materna e do fortalecimento de identidades no contexto urbano. No Boletim para Educadores, o destaque é o livro “Do Museu à Escola, Tecendo Diálogos: Brincadeiras Indígenas”, que oferece subsídios pedagógicos para professores.

O Museu Casa de Portinari apresenta a nova exposição virtual “Santa Cecília: Laços de Portinari com Brodowski”, que revela a obra criada pelo artista e oferecida em doação à igreja de sua terra natal. A mostra reúne imagens, informações e curiosidades sobre a representação da santa, destacando a sensibilidade de Portinari ao abordar temas religiosos e as relações afetivas que mantinha com sua comunidade.
Ao explorar os detalhes da pintura, o público pode conhecer mais sobre a história de Santa Cecília, mártir romana cuja devoção atravessa séculos e inspirou artistas, músicos e fiéis ao redor do mundo. A exposição destaca como fé e arte se entrelaçam no imaginário de Portinari, aproximando o visitante das raízes culturais e espirituais que marcaram sua trajetória.
Disponível em formato digital, a iniciativa amplia o acesso à obra de Portinari e convida a uma experiência imersiva, em que memória, religiosidade e criação artística se tornam caminhos para compreender os laços do pintor com Brodowski.

O Museu e Auditório apresentam a nova exposição virtual “Felícia em Preto e Branco”, por Marcio Scavone, que revela o acervo sob o olhar sensível de um dos mais renomados fotógrafos brasileiros. A mostra reúne imagens inéditas registradas por Scavone no Museu, destacando o diálogo entre as obras de Felícia Leirner e a paisagem da Serra da Mantiqueira.
Com domínio de luz e sombra, o fotógrafo revela formas, texturas e gestos que aproximam o público da força expressiva das esculturas. As obras ganham novas camadas de leitura, em uma combinação de poesia visual e contemplação do ambiente que as envolve.
A exposição também apresenta a trajetória do fotógrafo, autor de retratos marcantes e reconhecido internacionalmente por sua contribuição à fotografia. Seu olhar sobre o acervo amplia a experiência do visitante e convida a perceber caminhos e detalhes que muitas vezes passam despercebidos.

O Museu Índia Vanuíre promoveu uma roda de conversa virtual com representantes da Aldeia Tereguá, da Terra Indígena Araribá, que reuniu diferentes vozes para refletir sobre a participação indígena na COP30, ocorrida em novembro. O encontro destacou como a presença de povos originários em espaços de decisão global amplia a compreensão sobre sustentabilidade, territórios e formas de coexistência.
Os representantes indígenas e parceiros do Museu Lilian Eloy e Anderson Sebastião dos Santos compartilharam suas vivências na Conferência, reforçando a urgência de incluir saberes tradicionais na construção de políticas ambientais. Segundo Lilian e Anderson, a defesa do clima passa, necessariamente, pelo reconhecimento daqueles que há séculos preservam a relação entre comunidade e natureza.
A atividade contou com a participação das equipes do Museu Índia Vanuíre, além de professores e estudantes da Unesp dos campi de Tupã, Bauru e Dracena – uma iniciativa da instituição para fortalecer pontes entre educação, pesquisa e protagonismo indígena.

O Museu das Culturas Indígenas, em parceria com o Wereldmuseum e a Universidade de Wageningen, realizou o projeto “‘YBEROHOKY”, que promoveu encontros virtuais e presenciais entre lideranças indígenas, pesquisadores e instituições holandesas para debater as relações entre conhecimentos tradicionais, ciência e inovação na gestão sustentável da água.
O primeiro encontro, realizado em setembro deste ano, reuniu representantes do Wereldmuseum, da Embaixada e do Consulado dos Países Baixos, além de indígenas dos povos Guarani, Tembé e Karajá. Na ocasião, os participantes identificaram artefatos etnográficos do acervo do museu holandês e compartilharam saberes sobre a confecção, os usos e os significados dos objetos em contextos culturais.
Já em novembro, o MCI recebeu um fórum internacional para ampliar o diálogo entre cosmologias indígenas e práticas holandesas contemporâneas de convivência com a água — tema central na política ambiental de ambos os países diante da crise climática global. A programação incluiu rodas de conversa sobre acervos indígenas e sobre as convergências entre conhecimento ancestral e soluções inovadoras para a preservação dos recursos hídricos.