
O ano de 2026 marca um ponto importante na história da ACAM Portinari. São 30 anos de atuação dedicada à cultura, à preservação do patrimônio e à ampliação do acesso público aos museus, em uma trajetória construída passo a passo, com trabalho contínuo, responsabilidade e diálogo com a sociedade.
Ao longo dessas três décadas, a Organização Social consolidou práticas, desenvolveu projetos e estabeleceu parcerias que ajudaram a fortalecer museus como espaços de encontro, aprendizado e convivência. Cada ação realizada carrega escolhas feitas ao longo do tempo, aprendizados acumulados e a escuta atenta às transformações culturais, sociais e educativas do país.
Celebrar 30 anos não é apenas revisitar o passado, mas reconhecer as pessoas que sustentam essa história no cotidiano. São equipes técnicas e administrativas, educadores, artistas, parceiros institucionais e públicos diversos que dão sentido às atividades desenvolvidas e mantêm viva a missão da ACAM Portinari. É no trabalho diário que a instituição se constrói e se renova.
Durante 2026, diferentes ações irão destacar essa trajetória, valorizando memórias, experiências e caminhos percorridos. Mais do que um marco comemorativo, o ano convida à reflexão sobre o que foi construído até aqui e sobre as possibilidades que se abrem adiante.
Que este seja um tempo de reconhecimento, pertencimento e inspiração, com o olhar voltado para o futuro, sem perder de vista a identidade, os valores e o propósito que conectam a ACAM Portinari ao público há 30 anos.

Preservar o patrimônio histórico é manter vivas as histórias que formam a identidade de uma cidade. Por isso, neste dia 15 de janeiro, o Museu Casa de Portinari participa da apresentação do Projeto de Restauro do complexo da Estação Brodowski, um conjunto ferroviário que atravessa a memória e o cotidiano do município e que compõe os “Caminhos de Portinari”, numa parceria entre o Museu e a Prefeitura Municipal de Brodowski.
O evento recorda um marco do final do século XIX, quando Lúcio Enéas de Melo Fagundes assinou a doação de parte de suas terras para a implantação da estação. A partir dessa origem, o espaço passou a reunir encontros, deslocamentos e transformações que ajudam a contar como Brodowski se desenvolveu. As diretrizes de revitalização colocam em foco o valor arquitetônico do conjunto e a preservação da memória ferroviária, entendida como bem coletivo.
A iniciativa é da Prefeitura Municipal em parceria com a VEC Projetos e Gestão, com recursos do Fomento Cult SP e apoio do ProAC, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.

A nova Newsletter do Museu e Auditório no LinkedIn é um convite para quem deseja acompanhar reflexões sobre museus, educação e comunicação cultural. Publicada na plataforma, amplia o diálogo com o público ao compartilhar conteúdos que vão além das atividades presenciais e contribuem para compreender o papel dos museus na vida cultural contemporânea.
Os artigos apresentam os museus como espaços educativos em constante transformação. Os temas incluem a construção da Museologia como campo de conhecimento e os desafios atuais da comunicação museológica. Os textos dialogam com as práticas desenvolvidas pelo Museu e Auditório em seus programas, projetos e ações educativas.
Ao assinar a Newsletter, você passa a receber conteúdos que revelam os bastidores do trabalho museológico e os debates que atravessam a área. A proposta é acompanhar ideias, reflexões e experiências que orientam nossas ações e fortalecem o vínculo com quem se interessa por cultura, educação e pensamento crítico.

O Museu Índia Vanuíre realizou a doação do livro “Txemandu’a Entre Tekoá e Tetã”, de autoria do escritor e professor Tiago Nhandewa, a seis escolas indígenas e a dois museus indígenas: o Museu Worikg e o Museu Akam Oram Krenak.
A iniciativa amplia o acesso à literatura indígena em territórios onde a leitura dialoga diretamente com a vivência cultural, a oralidade e os modos próprios de produção de conhecimento. A obra aborda temas ligados à identidade, à memória e ao território, refletindo sobre a relação entre as aldeias e o mundo não indígena, a partir do olhar de quem vive essas experiências.
Ao promover a circulação desse livro em escolas e museus, a instituição contribui para o fortalecimento cultural e para a valorização de narrativas produzidas por autores indígenas. Mais do que a entrega de exemplares, a ação estimula o contato com histórias que reforçam pertencimento e memória cultural nas comunidades atendidas.

Em 2025, o Museu das Culturas Indígenas consolidou-se como um espaço vivo de encontro, diálogo e afirmação de identidades, acolheu a presença e as vozes de uma notável diversidade de povos. Ao longo do ano, passaram por suas programações e parcerias comunidades Tupi-Guarani, Guarani Mbya, Guarani Nhandeva, Nhandeva, Tupinambá, Potiguara, Tenetehara, Puri e Mura, entre tantos outros, que fortaleceram conexões entre territórios, histórias e línguas.
Essa variedade de presenças também se expandiu com povos do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Amazônia, como Bororo, Kaxinawá, Huni Kuî, Pataxó, Fulni-ô, Guajajara, Terena, Pankararu, Pankararé, Baré, Maxakali, Kusilla, Yapuã, Kariri-Xocó, Ashaninka, Waurá e Munduruku. Cada grupo compartilhou saberes, rituais, artes, práticas de cura, formas de educação e modos próprios de ler e viver o mundo, o que contribuiu para que o MCI se tornasse um território de conhecimentos e de valorização da pluralidade indígena.
Também marcaram presença povos como Mehinako, Kaimbé, Karajá, Iny Mahãdu, Kaingang, Xucuru-Cariri, Wassu-Cocal, Tabaçu Rekoypy, Tupi-Guarani e Jeripancó, que fortaleceram a ideia de que não existe uma única cultura indígena, mas sim muitas, diversas e em constante movimento. Ao reunir mais de 30 povos ao longo do ano, o MCI reafirmou seu papel como espaço de memória viva, afirmação política e celebração da riqueza cultural indígena no país.