
A transparência digital dos museus geridos pela ACAM Portinari alcançou reconhecimento máximo. Os sites das instituições receberam nota 10 na última avaliação do Índice de Transparência (IT), realizada pela Assessoria de Monitoramento e Governança de Dados Culturais da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
O Índice considera se os sites cumprem as exigências previstas nos contratos de gestão e nas normas do Governo do Estado, além das regras estabelecidas pelos órgãos de controle. Em outras palavras, avalia se as informações obrigatórias estão disponíveis de forma clara, atualizada e acessível ao público.
No Brasil, a transparência é um princípio garantido pela Constituição e por leis que asseguram ao cidadão o direito de acessar dados de órgãos públicos e de instituições que recebem recursos públicos. Tornar essas informações visíveis e organizadas é parte essencial da gestão responsável e do compromisso com a sociedade.
A avaliação examinou informações disponíveis ao público sobre governança institucional, contratos de gestão, relatórios financeiros auditados, processos seletivos, compras e contratações, programação cultural, acessibilidade e canais de contato. Também foram verificados links para o Portal da Transparência na Cultura, para o Fala SP e para o Sistema de Informação ao Cidadão.
A nota máxima reflete um trabalho contínuo de organização e atualização das informações públicas, fortalecendo a gestão responsável e a relação de confiança com a sociedade.

Proteger um patrimônio histórico também exige preparo constante diante de situações imprevistas. Por isso, o Museu Casa de Portinari realizou no início deste ano uma simulação de emergência com foco no aprimoramento das práticas de segurança e prevenção.
A atividade contou com a participação da Defesa Civil Municipal, do Destacamento da Polícia Militar de Brodowski (SP), do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Batatais (SP) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), além das Defesas Civis de Serrana e Serra Azul como observadoras. O exercício simulou diferentes cenários de risco, como evacuação de áreas, atendimento de primeiros socorros, resgate de vítimas e evacuação da coleção museológica, permitindo testar protocolos e avaliar tempos de resposta.
A iniciativa integra as estratégias permanentes de gestão, conservação e preservação do Museu, com ênfase na proteção do público, dos colaboradores e do patrimônio histórico. A movimentação pôde ser acompanhada a partir da praça Candido Portinari, reforçando a importância da cultura de segurança em espaços culturais.

O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro estão com agendamento aberto para o projeto “Escola Vem ao Museu”, iniciativa que aproxima estudantes dos espaços culturais. A proposta contempla visitas ao acervo, palestras para professores e atividades voltadas aos estudantes, articulando o currículo escolar às ações desenvolvidas pelo Núcleo Educativo.
As visitas educativas apresentam um panorama dos espaços culturais, da coleção de esculturas, do patrimônio natural e dos patronos das instituições, promovendo contato qualificado e experiência cultural significativa. O Portfólio de Atividades organiza-se em três eixos temáticos: artes, música e meio ambiente, ampliando o diálogo entre educação formal e não formal ao longo do ano.
O agendamento deve ser realizado pelo formulário disponível no site, na opção “Visita Escolar”. É obrigatório enviar toda a documentação solicitada. Mais informações pelo número (16) 98186-0365.

Você já conferiu os conteúdos do Museu Índia Vanuíre no YouTube? O canal da instituição reúne vídeos que ampliam a experiência para além da visita presencial e mantêm vivas histórias, memórias e saberes compartilhados ao longo dos anos.
Por lá, é possível assistir aos depoimentos da série “Voz da Memória”, como os relatos de Gerson Cecílio Damaceno e Tamimi Borsatto, além dos vídeos curtos sobre o projeto “Saberes e Fazeres Indígenas”, com recortes sobre práticas culturais. A série “Histórias não Contadas” também integra a programação, trazendo episódios sobre a contribuição dos imigrantes na construção da cidade de Tupã.
O canal ainda disponibiliza transmissões de eventos, como o EPQIM, vídeos educativos voltados ao público em geral e conteúdos que apresentam curiosidades do acervo. É um espaço digital que conecta memória, educação e cultura, acessível a qualquer momento.

O Governo do Estado de São Paulo realizou, com articulação do Museu das Culturas Indígenas (MCI), a audiência pública do Plano Estadual de Cultura dos Povos Indígenas, etapa decisiva para a consolidação do documento que orientara políticas públicas voltadas à valorização, ao fortalecimento e à garantia dos direitos culturais indígenas no estado.
A audiência, realizada em formato híbrido, marcou a terceira etapa do processo participativo. O encontro reuniu representantes do governo estadual, do Ministério Público Federal e lideranças indígenas de diferentes etnias, além de integrantes do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepisp) e do Conselho Indígena Aty Mirim. Durante o evento, foram destacadas a importância da escuta nos territórios, a condução colaborativa do plano e a transformação de reivindicações históricas em diretrizes concretas.
O plano é estruturado em três macroprogramas: Memórias, Identidades e Fortalecimento das Culturas Indígenas; Sustentabilidade e Economia Criativa; e Gestão e Participação Social. Com a consolidação das contribuições apresentadas na audiência, o documento será encaminhado para institucionalização por decreto, tornando-se uma política pública permanente e aberta ao aprimoramento contínuo.