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Edição 188 | Ano 16 | Abril 2026

Na parte superior da imagem, sobre fundo claro, aparece o logotipo da ACAM Portinari – Organização Social de Cultura. Ao centro, uma fotografia em plano aproximado mostra as mãos de uma pessoa manuseando a terra e posicionando uma muda de planta em um vaso. A pessoa veste camiseta clara e calça escura, com o corpo parcialmente enquadrado, sem exibir o rosto. Em primeiro plano, folhas verdes ocupam a frente da imagem, levemente desfocadas, enquanto o foco está nas mãos em contato com o solo. O ambiente sugere um espaço externo, com iluminação natural e elementos de jardim ao redor. No canto inferior esquerdo, há o selo “Carbon Free” com identificação numérica.

Selo Carbon Free destaca avanços ambientais dos museus

Em continuidade a uma trajetória iniciada há mais de uma década, os museus geridos pela ACAM Portinari mantêm a certificação Carbon Free, que atesta a compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas por suas atividades.

O programa, realizado em parceria com a ONG Iniciativa Verde, se baseia na recomposição de áreas de Mata Atlântica na Serra da Mantiqueira, com o plantio de árvores e a recuperação de áreas degradadas, contribuindo para soluções baseadas na natureza e para a ampliação de serviços ambientais.

Na consolidação dos dados mais recentes, referentes a 2023 e 2024, os resultados indicam avanços entre as unidades. O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro apresentam os maiores índices, com 53,93 toneladas de CO² compensadas em 2023 e 55,50 em 2024. O Museu Índia Vanuíre também registra crescimento, passando de 32,24 para 42,73 toneladas compensadas.

O Museu Casa de Portinari amplia seus números de 14,90 para 23,03 toneladas, enquanto o Museu das Culturas Indígenas registra 29,51 toneladas compensadas em 2023 e 22,37 em 2024, mantendo ações contínuas voltadas à sustentabilidade.

Os resultados refletem a adoção de práticas sustentáveis no dia a dia dos museus, com ações que fortalecem a relação com os territórios e as comunidades e integram a gestão ambiental das instituições.

Em um ambiente interno do Museu Casa de Portinari, um grupo de pessoas participa de uma atividade mediada. À direita, um educador, de pé e vestindo camiseta laranja, fala e gesticula enquanto se dirige ao grupo. À frente dele, algumas pessoas estão sentadas no chão, incluindo uma criança, enquanto outras permanecem em pé, formando um semicírculo e observando atentamente. O espaço tem piso de madeira e iluminação natural vinda de janelas ao fundo, com cortinas claras. Ao centro, há um móvel antigo de madeira, que parece ser o foco da explicação. O ambiente é acolhedor e sugere uma visita guiada ou atividade educativa dentro do museu.

Museu oferece visitas educativas aos fins de semana

Museu Casa de Portinari passa a oferecer visitas educativas mediadas aos fins de semana e amplia as possibilidades de experiência do público com o acervo. As atividades acontecem aos sábados e domingos, às 10h e às 15h, conduzidas pelo Núcleo Educativo.

Durante o percurso pela casa onde Candido Portinari viveu, em Brodowski (SP), o público conhece pinturas murais preservadas nos ambientes e objetos pessoais que integram o acervo. O conjunto permite compreender momentos de sua formação, referências de sua produção e a relação com a cidade natal.

A proposta estimula a observação e o diálogo, aproxima o visitante desse patrimônio e amplia o conhecimento sobre a obra do artista e a cultura brasileira. Para grupos com mais de 12 pessoas, é necessário agendamento prévio pelo telefone (16) 3664-4284 ou pelo e-mail contato@museucasadeportinari.org.br.

Na parte superior da imagem, sobre fundo claro, aparecem os logotipos do Auditório Claudio Santoro e do Museu Felícia Leirner. Ao centro, uma fotografia mostra duas crianças em um ambiente externo, cercado por vegetação. À esquerda, uma menina usa boné preto e camiseta marrom; ao lado, um menino veste camiseta preta com um casaco branco. Ambos seguram pequenos recipientes com terra, concentrados na atividade. Ao redor, há bancadas com mudas de plantas organizadas em vasos e bandejas. Ao fundo, árvores e estruturas do espaço expositivo ao ar livre compõem o cenário. Nas laterais da composição, aparecem padrões gráficos discretos que dialogam com a identidade visual da instituição.

Instituições fortalecem atuação como polo de educação ambiental

Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro se destacam como polo de educação ambiental na Serra da Mantiqueira, com ações que colocam o público em contato direto com a natureza e com o território onde estão inseridos.

Localizados em uma área de proteção ambiental e em meio à Mata Atlântica de altitude, os espaços desenvolvem atividades voltadas à compreensão dos ecossistemas locais, com temas como biodiversidade, ciclos naturais e conservação. Caminhadas guiadas, experiências de observação da fauna, atividades sobre a dinâmica da água no solo e ações de plantio são exemplos de atividades que contribuem para ampliar o conhecimento sobre o ambiente.

As iniciativas do Núcleo Educativo envolvem professores, estudantes e famílias, com práticas que podem ser aplicadas em diferentes contextos de ensino e que estimulam a reflexão sobre o ambiente. Esse conjunto de ações destaca o Museu e Auditório como referências para a educação não formal na região.

Na parte superior da imagem, sobre fundo claro, aparece o logotipo do Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre. Ao centro, uma fotografia mostra um homem ajoelhado no chão, em um ambiente interno, realizando pintura ou preparação de superfície. Ele veste camiseta cinza e trabalha próximo a uma lata de tinta posicionada à sua frente. O espaço apresenta iluminação baixa, com uma área mais clara ao fundo e paredes parcialmente cobertas. À direita, há uma estrutura expositiva protegida por plástico. No primeiro plano, um objeto escuro aparece em silhueta sobre o piso refletivo. Nas laterais da composição, aparecem padrões gráficos discretos que dialogam com a identidade visual da instituição.

Inauguração de exposição tem nova data

Museu Índia Vanuíre informa que a inauguração da nova exposição de longa duração tem nova data e ocorre em 23 de maio. A alteração acompanha o processo de construção da mostra, desenvolvido em diálogo com comunidades indígenas das Terras Indígenas Vanuíre, Icatu e Araribá, que envolve etapas de escuta, validação e ajustes conjuntos.

A reformulação inclui revisão de conteúdos, reorganização dos ambientes e definição de um novo percurso expositivo. A proposta se orienta pela participação ativa dessas comunidades na construção das narrativas, com foco na autorrepresentação e na atualização das abordagens apresentadas ao público.

Durante esse período, as atividades do Museu seguem em espaços parceiros na cidade. Já a 54ª Semana dos Povos Indígenas acontece em frente ao Museu, entre os dias 18 e 30 de abril, em área com a rua fechada e estrutura de tendas, com ações que destacam a diversidade e o protagonismo dos povos originários.

Na parte superior da imagem, sobre fundo claro, aparece o logotipo do Museu das Culturas Indígenas. Ao centro, uma fotografia mostra um grupo de pessoas reunidas em um espaço interno, posando para a câmera. Os participantes vestem roupas variadas, algumas com elementos tradicionais e acessórios culturais, e utilizam crachás de identificação. Ao fundo, há portas abertas e um banner com a inscrição “Povos Indígenas” posicionado ao centro. O ambiente possui iluminação artificial, com luminárias no teto e paredes de concreto aparente. Nas laterais da composição, aparecem padrões gráficos discretos que dialogam com a identidade visual da instituição.

Conselho Aty Mirim participa de debate sobre saberes tradicionais

Na última semana, o Rio de Janeiro (RJ) sediou mais uma etapa fundamental do processo de construção do Marco Legal de Proteção dos Conhecimentos Tradicionais, com a presença de representantes de diferentes povos e comunidades em consultas públicas presenciais. Entre os participantes, o Conselho Indígena Aty Mirim, do Museu das Culturas Indígenas, teve atuação ativa nas reflexões, experiências e propostas que reforçam a importância do reconhecimento e da proteção dos saberes ancestrais.

A participação do Aty Mirim se insere em um processo mais amplo conduzido pelo Ministério da Cultura, que busca ouvir povos indígenas, comunidades quilombolas e grupos tradicionais em diferentes regiões do país. Essas consultas têm como objetivo garantir que o texto legal seja construído de forma coletiva, a partir do diálogo direto com representantes.

Durante os encontros, foram debatidos temas centrais como a proteção contra o uso indevido de conhecimentos tradicionais, a necessidade de repartição justa de benefícios e os mecanismos de autorização para uso comercial desses saberes. A presença do Conselho reforça a importância da participação indígena qualificada nesse processo e contribui para que o Marco Legal reflita as realidades, demandas e protocolos próprios dos povos.