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Edição 193 | Ano 16 | Setembro 2026

Arte gráfica com fundo azul-claro e ilustrações de pessoas na parte inferior. As figuras apresentam diferentes tons de pele, idades, cabelos e vestimentas, representadas em estilo geométrico, lado a lado. Entre elas, há uma pessoa idosa de cabelos brancos e óculos e uma mulher com uma criança no colo. Na parte superior esquerda, aparece o tema “Museus para TODAS as PESSOAS”, seguido da data “21 a 27 de setembro” e do endereço “visite.museus.gov.br”. À direita, um retângulo verde traz a identificação “20ª Primavera dos Museus”.

Primavera dos Museus: espaços para todas as pessoas

A 20ª Primavera dos Museus parte de uma questão essencial: como tornar os museus espaços cada vez mais abertos à presença, às histórias e às experiências de todas as pessoas? Entre 22 e 27 de setembro, os quatro museus administrados pela ACAM Portinari entram nessa conversa com atividades inspiradas no tema nacional “Museus para Todas as Pessoas”.

No Museu Casa de Portinari, memórias e histórias dos visitantes dão sentido às propostas. O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro abrem espaço para criação, movimento e diálogo com oficinas, dança circular e roda de conversa. No Museu Índia Vanuíre, o público pode percorrer transformações de Tupã, explorar o espaço por diferentes sentidos e imaginar o museu dos sonhos. Já o Museu das Culturas Indígenas apresenta o documentário “Pankararu: entre serras e arranha-céus” e promove uma conversa sobre a presença Pankararu em São Paulo.

Imagem de um homem de cabelos grisalhos e óculos, sentado diante de estantes repletas de livros. Ele veste uma camisa clara e um colete preto com detalhes em vermelho e verde, além de bordados decorativos. Está com a boca aberta, como se estivesse falando, e mantém os braços erguidos e afastados, com as mãos em gestos expressivos. Ao fundo, livros de diferentes tamanhos e cores ocupam as prateleiras de uma estante branca.

História Oral: memórias de Eder Grande Furlan

Memórias de infância, experiências vividas nas Semanas de Portinari e histórias da vida cultural de Brodowski conduzem o novo vídeo de História Oral do Museu Casa de Portinari. O episódio de “Poéticas da Memória” traz o depoimento do professor Eder Grande Furlan sobre sua relação com a cidade desde a infância e a juventude.

Ao longo do relato, Eder recorda a participação da comunidade nas atividades culturais e conta como o trabalho coletivo e a criatividade fizeram parte de sua formação. Suas lembranças também revelam os vínculos construídos ao longo da vida com o Museu e ajudam a compreender como essas experiências permanecem na memória de quem participou delas.

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Arte gráfica em tons de marrom, bege e branco, com formas curvas ao fundo. Na parte superior, aparece a inscrição “#Novo Episódio”. Ao centro, uma composição retangular apresenta, à esquerda, uma fotografia em preto e branco de um homem de cabelos curtos, com expressão serena, vestindo uma camisa escura. À direita, sobre fundo claro, estão os textos “Composição a três”, “Entre a pesquisa e o piano” e “#2”, que identifica o segundo episódio.

“Composição a Três”: confira novo episódio do podcast

A trajetória de Claudio Santoro e sua contribuição para a música brasileira conduzem o novo episódio de “Composição a Três”, podcast do Museu e Auditório. Para conversar sobre a vida, a obra e o legado do maestro e compositor, a edição recebe Pablo Marquine, pianista, compositor, pesquisador e produtor musical.

Com uma trajetória ligada à obra de Santoro, especialmente aos estudos sobre sua produção para piano, Marquine compartilha conhecimentos e perspectivas sobre o compositor e ajuda a percorrer diferentes aspectos de sua criação musical. O episódio é uma oportunidade para conhecer melhor o artista que dá nome ao Auditório e sua presença na história da música brasileira.

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Fotografia de um grupo de pessoas reunidas no interior de um museu. Em primeiro plano, duas crianças aparecem de perfil, à esquerda. Uma delas tem cabelos cacheados, veste um casaco marrom e mantém as mãos próximas, à frente do corpo. Ao fundo, adultos e jovens estão em pé, próximos a uma parede vermelha, alguns com os braços levantados. No canto superior direito, uma faixa vermelha traz a inscrição “60 anos do Museu”, em letras amarelas.

Museu completa 60 anos com atividades especiais

O Museu Índia Vanuíre completa 60 anos em setembro com uma série de atividades dedicadas à sua trajetória, às transformações ocorridas nessas seis décadas e às relações construídas com Tupã (SP) e os povos indígenas do Centro-Oeste Paulista. Conversas com o público abordam diferentes momentos dessa história, dos processos de preservação do patrimônio às formas de diálogo e participação desenvolvidas ao longo do tempo.

A programação também destaca o protagonismo indígena e iniciativas que fortaleceram a relação entre o Museu, pesquisadores, educadores e comunidades. Depoimentos em áudio e vídeo registram as memórias de pessoas que participaram ou acompanharam diferentes períodos da instituição e apresentam múltiplas perspectivas sobre seus 60 anos de história.

Sala de estar iluminada, com ampla janela ao fundo e vista para prédios e montanhas. Ao centro, uma televisão sobre um móvel de madeira exibe um vídeo no YouTube. Na tela, sobre fundo branco, aparece uma marca gráfica em vermelho, preto e laranja, acompanhada dos textos “Pankararu”, “Entre Serras e Arranha-Céus” e “Memória Oral”. Plantas e objetos decorativos compõem o ambiente.

Documentário registra trajetórias do povo Pankararu

Já está disponível no YouTube o documentário “Pankararu: Entre Serras e Arranha-Céus”, produção que registra histórias, memórias e aspectos da cultura do povo Pankararu. A produção é uma parceria entre o Museu das Culturas Indígenas e o Museu da Cidade de São Paulo.

O filme acompanha trajetórias marcadas pelo deslocamento entre o território tradicional, em Pernambuco, e a cidade de São Paulo. A partir dos relatos de pessoas Pankararu, a produção evidencia a continuidade de práticas e vínculos culturais no contexto urbano e contribui para ampliar o conhecimento sobre a presença e a diversidade dos povos indígenas nas cidades.