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Museu Índia Vanuíre celebra Dia Internacional dos Povos Indígenas

Mesa-redonda com especialistas em etnologia e museologia, que acontece é complementar à exposição temporária ‘Harald Schultz – Olhar Antropológico’, em cartaz na instituição de Tupã

O Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre, instituição da Secretaria de Estado da Cultura administrada em convênio com a ACAM Portinari, comemora pela primeira vez o Dia Internacional dos Povos Indígenas (9/8), com uma mesa-redonda. A atividade acontece na sexta-feira (12), às 14h, em Tupã.

Direcionada ao público geral, a programação inclui assuntos relacionados a questões indígenas na atualidade, como cotidiano e tradições e interação com não-índios, com destaque à educação e ao papel das escolas indígenas. Especialistas em etnologia e museologia são os convidados para apresentar os temas. São eles: Josué Carvalho, Kaingang nascido na tribo indígena Noai (RS), mestrando da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Sandra Maria Lacerda Campos e Marília Xavier Cury, ambas do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP), com o qual o Museu Índia Vanuíre mantém convênio de cooperação desde junho.

“O museu procurou expressar nessa data reconhecimento à memória desses povos que lutaram e ainda lutam pelos seus direitos, em preservar a memória, e, em especial, pelo respeito à sua raça, costume e cultura”, afirma a gerente da instituição, Tamimi Borsatto.

O objetivo da mesa-redonda é chamar atenção para as culturas dos povos indígenas e sua grande diversidade, além de instigar uma reflexão sobre a exposição temporária “Harald Schultz – Olhar Antropológico”. Em cartaz na instituição de Tupã desde julho, numa parceria com o MAE/USP, reúne 58 fotografias que revelam ao público o cotidiano infantil entre 12 povos indígenas, como brincadeiras, aprendizado, alimentação, descanso, cuidados, entre outros assuntos.

A mesa-redonda trará a biografia de Harald Schultz e abordará a educação de crianças a partir da exposição fotográfica. Além disso, vai discutir o que é educação e quem são os educadores, ensinamento, aprendizagem e socialização das crianças nas aldeias, partindo do processo educacional entre os povos indígenas com o objetivo de pensar a educação no contexto não-indígena. O índio Kaingang Josué Carvalho apresentará o estudo que vem realizando a partir de narrativas orais, coletadas em pesquisa de campo, junto a anciões Kaingang de oito aldeias distribuídas entre os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3491 2333 ou pelo sitewww.museuindiavanuire.org.br.

Profissionais – Mesa Redonda:

Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos é bacharel e licenciada em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutora no mesmo programa. Atualmente, é especialista de apoio à pesquisa no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.

Marília Xavier Cury é museóloga e doutora em ciências da comunicação pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professora doutora da Universidade de São Paulo, onde atua como docente do Museu de Arqueologia e Etnologia.

Josué Carvalho, publicitário, especialista em comunicação estratégica e branding, é aluno pesquisador do Observatório de Educação Escolar Indígena (OEI), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestrando do Programa de Pós-graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

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